Esta é uma pergunta que não tem uma resposta fácil e nem simples. Importações no mundo todo, mas especialmente no Brasil, são operações que se desdobram em camadas: comercial, documental e logística.
E cada etapa da importação tem seus procedimentos próprios e a ordem que devem ocorrer.
Não basta querer trazer uma mercadoria:é preciso saber como, quando, com quem e sob quais exigências legais.
Quais são as fases de uma importação?
Todas as operações de comércio exterior se dividem didaticamente em pré e pós embarque: antes da saída na origem e na chegada ao destino final.
Explicado isso, fica mais fácil entender as etapas. Na fase inicial, ou pré embarque, se deve antes tratar das partes documentais e comerciais da compra do produto. Condições de pagamento, de envio, e todos os outros detalhes relativos a mercadoria. E cada produto tem sua especificidade.
Ainda na fase do pré-embarque, antes de tudo, é muito importante que o importador esteja devidamente registrado na Receita Federal como importador, para que possa realizar a importação de forma regular.
Estando tudo certo, com essa parte, é importante verificar quem serão os prestadores de serviço para a operação, o despachante, a agência de frete, transportadoras, essas ações iniciam a parte logística da operação.
Tudo organizado quanto aos registros administrativos e fiscais, os parceiros logísticos e a compra do produto, a carga já pode ser despachada da origem para o destino, no Brasil.
Nesse momento, se inicia a fase de pós embarque, que se inicia com a partida da carga desde a origem, com a previsão de chegada ao destino final. É hora de conferir os documentos de embarque e preparar os valores a serem pagos no desembaraço aduaneiro, que são em resumo os tributos, despesas de frete e portuárias. Por fim o frete de carregamento da carga até o depósito da empresa importadora.
Nessa fase se destaca os trâmites aduaneiros, recolhimento de tributos, e o conhecimento de como ocorre a liberação da mercadoria importada pela aduana. Esse ponto é sensível e requer muita atenção por parte do importador.
Quais são as maiores dificuldades?
No Brasil, os trâmites de importação são detalhados e em cada etapa é necessário planejamento antecipado não apenas financeiro, mas tributário e logístico porque as operações de importação geram muitas despesas em moeda estrangeira, e a diferença cambial é muito relevante.
O importador deve estar preparado em todos os sentidos, obter informações seguras, e ter sempre o aporte financeiro adequado para a operação e com folga, porque imprevistos não são incomuns.
Não é possível se aprender todos os detalhes da noite para o dia, mas é possível que o importador se informe, se inteire de todos os trâmites e sobretudo da responsabilidade que recai sobre o importador, recebedor final da carga, que é quem responde perante as autoridades aduaneiras e fiscais, mesmo que a operação tenha sido delegada a um prestador de serviço, como no caso das comerciais importadoras mais popularmente chamadas de trading.
Processos organizados, importadores conscientes e preparados para enfrentar os riscos não a maioria, infelizmente, e isso, pode se tornar uma enorme problema pelas consequências sérias e muito caras que uma importação mal programada ou sem programação prévia alguma pode acarretar.
Conclusão
A importância de se entender as fases da importação, o caminho a ser percorrido pela carga desde o destino até a chegada é enorme.
Investir dinheiro em importação somente se converterá em algo sólido e lucrativo se for bem planejado, e houver investimento em tempo e treinamento necessários.
E para as empresas que desejam empreender no Brasil, as regras são claras e precisam ser seguidas para negócios sustentáveis e sólidos.
Não é possível levar a sério operações de importação sem esses direcionamentos, que evitam riscos jurídicos desnecessários e prejuízos financeiros que podem matar uma empresa já na primeira operação.
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